segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Tempo da Lenda das Amendoeiras II

A magnífica versão de Ary dos Santos
(apenas o início para espicaçar a curiosidade)

Era uma vez um país
na ponta do fim do mundo
onde o mar não tinha eco
onde o céu não tinha fundo.
Onde longe longe longe
mais longe que a ventania
mais longe que a flor da sombra
ou a flor da maresia
em sete lagos de pedra
sete castelos de nuvens
em sete cristais de gelo
uma princesa vivia.

Era uma vez um país
na ponta do fim do mundo
onde o mar não tinha eco
onde o céu não tinha fundo.
Onde longe longe longe
mais longe que a luz do dia
com sua coroa de abetos
e seus anéis de silêncio
seu tear de nostalgia
uma princesa tecia
o seu tapete de espanto
no fio da fantasia
no seu casulo de encanto.


(posted por Ivo Meco)

3 comentários:

erva daninha disse...

Lindo!!!!Bom começo!!!
um grande e carinhoso abraço.
Fernanda

Venon aka Filipa disse...

A lenda da Claire segue, e soma, :)
Boa.

Gaivota disse...

Desde que comecei a entender o que aqueles sinaizinhos nas folhas de papel dos livros, a que vulgarmente se chamam letras, queriam dizer, que conheço uma poesia também denominada Lenda das Amendoeiras em Flor, que já o meu pai sabia de cor, e o meu avô, antes dele e que eu, pequena ainda, também aprendi. Aqui vai:

Era uma vez um rei mouro
Senhor de uma terra infinda,
Mas cujo melhor tesouro
Era uma princesa linda.

A princesa era do norte,
do país da neve fria
E estava à beira da morte
Só porque a neve não via.

E vai o rei, para a salvar,
por sobre léguas inteiras,
resolveu fazer plantar
um campo de amendoeiras.

Que flor tão branca e tão leve!
Toda a terra se abre em flor!
E a princesa exclama: NEVE!!!
Doce Milagre de Amor!